USP estuda distrofia muscular em Golden Retrievers

Com objetivo de testar novas técnicas para melhorar a qualidade de vida de cães da raça Golden Retriever que sofrem de distrofia muscular, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) têm investido na análise comportamental dos pets doentes. De acordo com a Agência USP de Notícias, o estudo visa trilhar o caminho para que a cura do problema seja descoberta em breve.

Especialistas estudam distrofia muscular em Golden Retriever

Para tanto, alunos e veterinários já formados atuam no canil da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), onde cães da raça Golden Retriever são analisados. Vale lembrar que os animais têm maior predisposição genética para esse tipo de problema. A doença é caracterizada pela ineficiência da proteína distrofina, responsável pelo bom funcionamento das fibras musculares.

Dentre as principais dificuldades de cães doentes está a da alimentação e da respiração, já que a distrofia afeta o desempenho dos músculos do organismo, consequentemente, também a deglutição e os órgãos do sistema respiratório.

Em entrevista à agência a professora Maria Angélica Miglino, responsável pelo canil, conta que é na observação do comportamento dos animais e na evolução da doença que são focados os estudos realizados no espaço. Ela explica ainda que com as rotinas do canil, os estudiosos acabam tendo “um curso de veterinária à parte”, já que aprendem a lidar com necessidades específicas dos cães, como a alimemntação e respiração.

Lembrando que o problema também pode acometer seres humanos, e infelizmente, ainda não apresenta cura. A ciência, no entanto, já prevê a inserção de células-tronco como possibilidade de solução, mas ainda está em fase inicial. Atualmente, além da fisioterapia e práticas alternativas como a acupuntura, os medicamentos têm cumprido o papel de promover uma melhor qualidade de vida às pessoas com a doença.

Fonte: PetMag

Tutores de cães negligenciam vacinas primordiais

A raiva não é a única ameaça a cães e gatos. Doenças como cinomose, por exemplo, podem matar ou deixar sequelas graves, e devem ser prevenidas por vacinação.

Tutores de cães negligenciam vacinas primordiais
“O problema é que muitos tutores não vacinam animais adultos. Acham que não precisa”, alerta a veterinária Fernanda Nogueira, da Petit Ami Pet Shop, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo).

Atualmente, o Centro de Controle de Zoonoses aplica as vacinas V10 (cães) e Quádrupla (gatos) apenas nos animais que recolhe das ruas. Por isso, só resta aos tutores a imunização particular.

Fonte: ANDA / Folha de S. Paulo

Sabia que seu bichinho também pode ser doador de sangue?

Porém, a realidade é dura. Infelizmente “É muito pequena a parcela da população que está consciente sobre doação, e por essa razão, ainda existem animais que morrem por falta de sangue”, diz a veterinária Roberta Gomes.

Sabia que seu bichinho também pode ser doador de sangue?
Os bancos de sangue são pouco conhecidos e recebem ajuda de canis para aumentar as reservas, mas o sangue possui um tempo limite para poder ser utilizado – se mantém por cerca de 6 horas em temperatura ambiente. Além dessa dificuldade em manter o estoque, os bancos também têm a preocupação em manter o custo dos exames razoáveis para facilitar o acesso de qualquer animal que precise.

Como você pode ajudar?

Leve o seu amiguinho para ser um doador e espalhe a informação. Além de salvar vidas, a doação é benéfica porque permite descobrir se o pet está livre de contrair doenças graves e através de check up geral, facilitando a manutenção da saúde do seu bichinho.

Doar sangue é importante “porque eles estarão salvando vidas de outros animais sem prejudicar a saúde. Além disso os animais terão exames laboratoriais gratuitos como: hemograma, pesquisa para erliquiose, dirofilariose, lyme, leishmaniose e brucelose. e um check up periódico”, afirma Rafaela Kley, responsável pelo Hemovet.

E pode ficar despreocupada! Seu bichinho não sentirá dor e nem ficará incomodado. Além de todo o sangue doado ser recuperado pelo organismo em poucos dias, a doação não afina e nem engrossa o sangue. Esse ato também não causa dependência.

Os pets são bem tratados e ganham presentinhos depois da boa ação: “a única coisa que incomoda alguns animais é ter que ficar em cima da mesa de coleta por alguns minutos, mas nada que seja uma causa de grande estresse. No entanto, já tivemos doadores que dormiram durante a coleta com o carinho que o proprietário faz durante a contenção. Depois da coleta eles saem brincando como se nada tivesse acontecido e ganham ‘ossinhos’ para roer. Eles adoram!”, conta Roberta.

Como meu bichinho pode se tornar doador?

Se você se interessou pela causa e quer fazer do seu bichinho um salvador de vidas preste atenção nos requisitos e veja se ele pode se tornar um doador:

- Cães devem pesar acima de 25 kg;

- Gatos devem pesar acima de 4 kg;

- É necessário que os animais tenham um temperamento dócil;

- Devem estar com a vacinação, vermifugação e exames em dia;

- Não podem ter sofrido transfusões prévias;

- Faixa etária deve estar entre 1 a 8 anos.

Para tornar seu amigo doador de sangue, cadastre-o aqui.

Fonte: Veia Social

Medicamento manipulado: por que usar?

Quem já tentou dar um comprimido para seu cachorro ou gato sabe como é um verdadeiro tormento fazer o bichinho engolir a medicação. Há quem recorra a truques, como envolver o remédio em um bolinho de carne moída, por exemplo, mas nem sempre dá certo.

Medicamento manipulados para cães

Para os que já estão cansados de tanto malabarismo na hora de dar o remédio para seus animais já existem formas alternativas que prometem acabar não só com o problema do comprimido, mas ainda do gosto ruim dos remédios. Ainda pouco conhecida no Brasil, a farmácia de manipulação para animais tem oferecido alternativas específicas para cada tipo de paciente.

De acordo com a farmacêutica Kalima Trento, da DrogaVET, os medicamentos manipulados são aqueles preparados individualmente para cada paciente. “Como as doses são determinadas por quilo de animal, cada bichinho precisa de um medicamento diferente do outro. A manipulação entra justamente para tratar cada paciente”.

Ela explica ainda que com os remédios manipulados é possível escolher desde o gosto da medicação ao seu formato. “Além das cápsulas já conhecidas por todos, há também biscoitos palatáveis, pastas orais, xaropes e suspensões orais, todos flavorizados de acordo com a preferência do animal a ser atendido”.

Dentre os sabores salgados mais pedidos estão bacon, carne e frango, enquanto para os que preferem um gostinho mais doce, também são disponibilizados sabores como chocolate, uva e até menta. Vale lembrar também que no caso de pacientes com alguma restrição, como os diabéticos, é possível o desenvolvimento de fórmulas livres de açúcar.

Versatilidade e bom preço

Além das formas farmacêuticas orais os remédios manipulados possuem ainda uma outra vantagem: podem ser utilizados em fórmulas de uso externo, como explica Kalima. “Temos shampoos, soluções otológicas (para o ouvido), géis, pomadas, entre outros, cuja eficácia é a mesma dos industrializados”.

E para garantir a segurança dos produtos é sempre bom que o dono se certifique que a farmácia disponha de um farmacêutico que cuide da supervisão dos produtos, norma exigida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

É bom lembrar ainda que não há contra-indicações para o uso de medicamentos manipulados, bastando apenas que o dono peça ao veterinário a receita adequada do remédio a ser produzido pela farmácia de manipulação.

Para finalizar, Kalima explica que por não haver desperdício do produto, e ainda a possibilidade de associar duas ou mais drogas na mesma fórmula, os medicamentos acabam saindo mais baratos. “O proprietário compra a quantidade exata suficiente para aquele tratamento, evitando assim sobras”.

Fonte: PetMag

Tempo seco: proteja seu pet da baixa umidade do ar

A cidade de São Paulo entrou em estado de alerta na última quarta-feira, 25 de agosto, depois que a umidade do ar ficou em torno de 19% no período da tarde, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. E com o ar seco, principalmente os mais sensíveis, como crianças e idosos, tendem a sofrer. Mas não são apenas os seres humanos que precisam recorrer aos umidficadores de ar e hidratação para driblar o calor.

Baixa umidade é prejudicial a todos, inclusive animais

De acordo com o médico veterinário Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Sena Madureira, é importante que cães, gatos e aves sejam bem hidratados, oferecendo água fresca e abundante ao longo do dia. “Colocar toalhas molhadas no ambiente também é recomendável para auxilar no aumento da umidade através da evaporação da água”, completa.

Assim como o recomendável para a população em geral, os umidificadores de ar também devem ser adotados para os bichinhos, sobretudo, os que sofrem de bronquite ou asma. O dr. Mário ressalta ainda que animais com predisposição a doenças respiratórias também merecem atenção redobrada, sendo preferível que evitem passeios entre às 11h e 18h, recomendação que pode ser adotada para todos os cachorros.

Os principais sintomas de animais que estão sofrendo com o clima seco são dificuldades respiratórias, cansaço e ofegação. Nesses casos, o dr. Mário explica que, especialmente os que já sofrem de doenças respiratórias devem ser levados ao veterinário para que um possível reajuste na medicação seja feito.

Hipertermia

Caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal, a hipertermia é um problema grave que pode causar convulsões, edema pulmonar, parada cardíaca e até a morte. Apesar de resistentes, os cães tendem a sofrer bastante com o calor, sobretudo, os mais peludos. Nesse sentido, as tosas e os banhos devem ser mais frequentes.

Lembrando ainda que deixar o cão dentro do carro, seja lá por quanto tempo for, é uma das principais causas de morte devido à hipertermia. Em dias muito quentes e ensolarados, se ficarem dentro de automóveis, não são necessários mais que poucos minutos para que os animais comessem a apresentar sintomas do problema, como convulsão, prostração e taquicardia.

Recentemente, um casal foi condenado no Reino Unido justamente por deixar seu Pequinês dentro do carro por 45 minutos, tempo suficiente para o animal falecer devido ao calor.

Fonte: PetMag

Saiba um pouco mais sobre a catarata em cães

A catarata é uma doença ocular que afeta muitos cães e que pode levar à cegueira do animal. Sem cura, a única solução é a cirurgia. Nos casos de sucesso, a visão dos cães melhora acentuadamente. Os sentidos mais apurados nos cães são o olfato e a audição. A visão vem em terceiro lugar, mas nem por isso deixa de ser um sentido importante. A catarata afeta a visão dos cães, instalando-se como um véu opaco no cristalino ou lente do olho e impedindo assim a passagem de luz. Sem luz ou captação de imagens, o cão não vê. Mas, os cães são animais extremamente adaptáveis e muitas vezes conseguem ultrapassar uma visão reduzida apoiando-se nos outros sentidos e no estabelecimento de rotinas.

Catarata em cães
Nos casos menos graves, a catarata é parcial, não afetando significativamente a visão. Nos casos mais preocupantes, a catarata cobre toda a lente, levando à cegueira. Os cães desenvolvem, na maioria dos casos, cataratas nos dois olhos, mas a catarata pode desenvolver-se apenas em um. Apesar de ser facilmente identificável pela cor acizentada que dá ao olho, a catarata é muitas vezes confundida com outras doenças que também alteram a cor do cristalino. A verdade é que ao contrário do que seria esperar, a catarata é mais comuns nos cães juvenis.

Cataratas VS. Esclerose nuclear

Tal como os humanos, os cães também desenvolvem cataratas com a idade, sobretudo a partir dos 6 anos. Contudo, na maioria dos casos, os cães idosos desenvolvem esclerose nuclear que é frequentemente confundida com cataratas.